
Tato: tudo tem relevo
Relevo seco e verniz localizado nos cartões e nos menus, a rosa em padrão, o nome bordado no avental. Sente-se a diferença nos dedos antes de se ler o nome.

"A sensação que mais quero passar é a de que a pessoa está com alguém para servi-la com atenção, que se importa com os gostos dela e a ouve. E atacar o campo sensorial da visão com uma apresentação bem feita e exótica, e depois o paladar."
O chef, no briefing da marca

E uma dificuldade que mudou tudo: o chef sabia o que queria fazer sentir, mas não sabia explicar as cores. Às duas perguntas sobre cor, respondeu "kkk". Pediu uma paleta colorida e sóbria, formal e acolhedora. Porque é daltónico.
Um princípio japonês: no luxo, a verdadeira sofisticação é discreta e revela-se a quem observa. Foi nele que nos baseámos para criar o conceito da identidade, a pensar no público da Sawada: pessoas que procuram experiências exclusivas e esperam sofisticação. Guiou todas as decisões. O luxo não precisa de gritar para ser notado.
Cada peça do logótipo vem do trabalho do chef. Continue a descer e veja a marca a montar-se.

O peixe e o seu corte, juntos numa letra. É Gestalt: o olho vê o salmão antes de ler o S. O produto e a arte do corte ficam logo na primeira letra do nome.

O chef escolheu Vivaldi para banda sonora da marca. No W está a batuta que rege a experiência com precisão: nos eventos, o chef é o maestro.

Olhe para o i de Sushi: o pingo é uma rosa de salmão, a "felicidade pela montagem" que o chef pediu, dita de forma discreta. Em grande, vira padrão, relevo e selo.
A Alice perguntou ao chef que cores ele troca e pesquisou a partir daí. Ficou uma cor só, uma terracota que ele vê como ela é. O resto é claro e escuro: o nome em grafite sobre taupe tem um contraste de 10 para 1.
Argue, uma serifada clássica, traz o rigor de Vivaldi. Skia, discreta, traz a leitura fácil e o lado contemporâneo. À volta, muito espaço: o Shibui no papel.
Escolha o fundo e a versão. Uma boa identidade aguenta todos.
#B63306#BF4D26#EADAC5#2C2C2CO sabor e o espetáculo do sushi a ser feito já são do chef. A pergunta da Alice foi outra: como é que a marca faz sentir essa experiência antes de o convidado ver o sushi, e antes de o provar?

Relevo seco e verniz localizado nos cartões e nos menus, a rosa em padrão, o nome bordado no avental. Sente-se a diferença nos dedos antes de se ler o nome.

Nas redes, color splash: as fotografias ficam a preto e branco e só o salmão guarda a cor. O olho vai direto ao produto. E as frases seguem a música: "Cada corte é como uma nota."
Onde os convidados tocam na marca.



Em menos de dois minutos, a designer explica cada escolha da marca: o briefing, o S de salmão, a batuta, a rosa e as cores.
“Ficou muito bom, acima do que eu esperava. Com a marca nova, ganhei ainda mais motivação para ir atrás de tudo o que quero para o meu negócio crescer.”
Uma marca sem conceito é só um desenho bonito, e desenhos bonitos esquecem-se. Conte-nos o que faz e para quem. O conceito encontramo-lo nós.
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